domingo, 30 de outubro de 2005

Análise de Halloween - Silente Hill de Playstation 1

     
Esse é provavelmente o melhor jogo para o halloween, de terror em um modo geral, não somente a ambientação, mas as músicas e o posicionamento de câmera conseguem criar uma tensão, não daquelas de receio, mas sim um genuíno pavor do que irá acontecer, você se sente dentro do jogo.

A cidade

    Comecemos do principio, a cidade com neblina em si não é aterrorizante no começo, depois de andar um pouco é que algumas incertezas são plantadas, os sons de passos, o barulho da cadeira de rodas, a música e a estranha solidão e visão da câmera. O jogo realmente fica agonizante quando entramos no beco, a tensão vai aumentando até encontrarmos um corpo, para que quando menos reparemos uma perseguição comece.


O café

    Depois da perseguição vamos para o que parece ser um restaurante, junto a uma policial da cidade vizinha, mas não sabemos ao certo o porquê, afinal fomos capturados pelas criaturas antes. Através do dialogo entre nós e a policial que entendemos  a situação, algo de muito estranho está acontecendo na cidade, não é seguro do lado de fora, mas algo nos impossibilita de esperarmos por ajuda: A nossa filha.

    Após o acidente do começo do jogo Cheryl está desaparecida e devemos encontra-la antes que algo pior acontece, mesmo contra a vontade da policial ela nos deixa sair do restaurante, nos entregando uma arma para que possamos nos defender.

    Ainda dentro da cafeteria conseguimos pegar alguns itens como: A lanterna, energéticos, um mapa e uma faca de cozinha. Acima da mesa um rádio, antes sem som, começa a transmitir um chiado, em seguida uma criatura voadora invade o lugar e somos obrigados a atirar nela, depois disso podemos levar o rádio conosco.


De volta a cidade

    De volta na cidade devemos procurar por algumas pistas do que aconteceu com Cheryl, mas dessa vez a neblina consegue transmitir uma sensação de desconforto, como se alguma criatura pudesse nos atacar, o que realmente acontece. Quando voltamos para o beco do começo conseguimos encontrar um pedaço de papel de Cheryl, indicando que ela estaria na escola, também conseguimos encontrar uma barra de aço e munições para a arma.

    Ainda na saída do beco somos atacados novamente por uma espécie de cachorro de carne exposta e outros inimigos voadores, a vida é muito escassa, poucos ataques são capazes de nos incapacitar, não temos a vantagem nesse ambiente, a sensação é que de fato somos invasores.

    Ainda enquanto fugimos encontramos um desfiladeiro cheio de folhas ensanguentadas com os dizeres "Dog House", podendo indicar que seria desse lugar que os cachorros estariam saindo. Encontramos nessa parte uma região cheia de garagens infestadas de cães, os quais, se matarmos, conseguiremos pegar um Kit de Primeiros socorros.

    A cidade é um estranho labirinto, cheia de buracos e caminhos falsos, o meio que encontrei para conseguir chegar a rua da escola foi seguir para a rua norte depois virar a esquerda, a única parte da cidade que incomoda é a música que toca quando os inimigos estão por perto, o que no começo nos aterrorizava começa apenas a ser irritante por ser repetitivo, depois de um bom tempo andando você percebe que na realidade está fechado em uma pequena parte da cidade, sem conseguir sair.


Um caos chamado: Silent Hill

    Acho que a palavra que mais define esse momento do jogo é: Caos; você não tem ideia de onde ir, não existe indicação clara e, principalmente, o som dos monstros começa a se tornar agonizante, ele não somente irrita, também cria uma sensação de desconforto, não sei se essa foi a intenção dos desenvolvedores, mas acho nos deixa agonizados, se essa foi de fato a intenção, o que era um problema, se torna um recurso bastante interessante.

    Foi explorando um dos becos cheios de garagens que encontrei um portão o qual dava acesso a uma área com alguns itens, peguei uma chave de madeira e mais um energético.

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